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November 16, 2017

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Atleta que foi ouro no Rio salva bebê do aborto: “Eu adoto ela!”

 

Claressa Maria Shields fez história no Rio ao se tornar a primeira pugilista americana a ganhar, em duas Olimpíadas consecutivas, a medalha de ouro no boxe.

A conquista histórica fez com que a atleta fosse extensivamente elogiada na mídia. Entretanto, sua vitória pessoal mais importante passou completamente despercebida aos holofotes.

Shields cresceu em Flint, Michigan, com o pai na prisão e uma mãe viciada em drogas e que tinha problemas com homens “conhecidos”. Shields confessou que foi violada e molestada sexualmente por parceiros da mãe. Sua família dependia de food stamps (vales fornecidos pelo governo americano para compra de alimentos), mas Shields acredita que sua mãe trocava os vales por drogas porque “comida raramente aparecia na mesa”.

 

Shields cresceu, superou o passado difícil e, aos 18 anos, adotou uma bebê. Tudo começou quando sua prima lhe pediu dinheiro para fazer um aborto. Conforme ela revelou a ESPN em 2014:

“Muita gente não sabe, mas eu adotei uma menina. Ela tem cerca de 6 meses. O nome dela é Klaressa Shields como o meu, só que escrito com K. Minha prima deu à luz a ela.

Minha prima já tinha dois filhos e não queria ter outro. Eu disse que queria ter um bebê após os Jogos Olímpicos, mas com a minha carreira e tudo mais, não podia me dar o luxo de ficar grávida. Então, ela decidiu não tirar a bebê, e a bebê agora vive comigo.

 

 

Eu estive no nascimento dela e cortei o cordão umbilical. Foi assustador vê-la nascer! Eu estava tipo ‘o que está acontecendo aqui?’ Ainda estamos no processo de adoção, mas sou eu quem cuido dela.”

 

Tempo depois, ao falar sobre a vida pessoal ao Yahoo Sports, Shields deu mais detalhes de como se tornou mãe.

Ela contou que sua prima queria abortar Klaressa mas não tinha como pagar. Então procurou por Shields para pedir o dinheiro do aborto e a atleta se recusou.

“Eu disse que não concordava com o aborto e que não iria dar dinheiro nenhum para alguém fazer isso”, declarou.

 

A prima então conseguiu dinheiro de outras formas, e quando faltavam apenas mais $ 100 doláres, voltou a Shields pedindo para completar o resto. Foi aí que Shields lhe sugeriu outra opção.

“Eu realmente queria um bebê e queria ter quando completei 18 anos, logo depois de ganhar os Jogos Olímpicos [em 2012]”. Mas como a pugilista não podia engravidar em função dos treinos, ela disse a prima: “Você tem a bebê, e eu a adoto.”

 

E foi o que aconteceu. Shields levou Klaressa para casa e reajustou a agenda de treinos para cuidar da bebê. Nos dias em que ela não tinha ninguém para ficar com a criança, Shields treinava em casa em vez de ir ao ginásio.

 

Como é de se esperar, Klaressa roubou o coração de Shields.

“Eu vou dar à ela o melhor de tudo, eu a vou proteger como nenhuma mãe protegeu o próprio filho”, declarou a mãe pugilista. “Eu amo ter ela, ainda que seja uma responsabilidade enorme. Ela me faz desacelerar e pensar – e isso é uma coisa boa.”

Mas ela (e namorado de longa data, Ardreal Holmes) só viveram com Klaressa para cerca de oito meses.

 

“As coisas não saíram como esperadas”, disse Shields ao USA Today em 2015.

A prima, que “antes não queria nada” com Klaressa, mudou de ideia e exigiu que Shields lhe desse mais direitos e “um monte de outras coisas”.

A situação se escalou quando a prima roubou Shields e as duas se confrontaram. Então, “no dia seguinte, ela [a prima] apareceu com policiais na minha casa dizendo que eu tinha sequestrado a criança.”

 

“Eu poderia ter ido parar na cadeia quando ela chamou a polícia e me acusou. Tive que explicar aos policiais que a criança tinha estado comigo nos últimos oito meses. Tudo o que ela tem estava aqui. O leite dela, a cadeirinha de carro dela, todas as roupas dela… tudo estava aqui.”

Ao fim, Shields perdoou a prima pelo incidente e deu Klaressa de volta à ela.

 

“Foi muito doloroso, mas depois de tudo eu ainda tinha que perdoar ela [a prima] e queria falar sobre a criança”, disse. “Mas ela queria todas essas exceções no contrato de adoção. Era demais para mim. Eu disse, ‘Eu não vou deixar você controlar a minha vida’.”

 

“Agora sou capaz de colocar toda a minha atenção no treinamento”, disse a atleta querendo destacar que de toda situação difícil se pode tirar algum proveito. “Eu ainda penso muito na bebê, o tempo todo, mas talvez não fosse a hora para eu ter uma criança.”

De fato, pode não ter sido a hora para Shields ter uma criança, mas foi sem dúvida hora para salvar uma – uma criança que, se não fosse por ela, provavelmente não estaria viva hoje.

 

 

Tathiane Locatelli

 

Twitter @tathilocatelli

 

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Por Tathiane Locatelli

 

 

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