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O que é ser Conservador?

August 8, 2016

 

Começo esse texto alertando o leitor de que não sou filósofo e nem sou um pesquisador profundo do tema, sou apenas alguém que leu algumas obras. Sendo assim, se você quiser saber realmente o significado de ser conservador recomendo que você leia as obras de Olavo de Carvalho, Bruno Garschagen, Joao Pereira Coutinho, Russel Kirk, Roger Scruton, entre outros. Se você é preguiçoso e não vai fazer isso, então o texto abaixo talvez sirva de um guia rápido.

Em primeiro lugar deve-se ter me mente que existem diversas formas de conservadorismo (britânico, francês, ou ainda político, etc.). De maneira geral, o conservador é alguém que nutre sérias dúvidas sobre a capacidade dos governos melhorarem o mundo por meio de ações estatais. Esse é, em minha opinião, o ponto central de todo pensamento e ação conservadora: o conservador sabe das limitações impostas pelo mundo, e geralmente duvida que ações estatais sejam capazes de melhorar o bem estar da sociedade. Claro que o conservador admite existirem exceções. No pensamento conservador sempre existe espaço para o Estado.

Em acordo com o parágrafo acima decorrem todas as outras características básicas do pensamento conservador: amor pela tradição, respeito ao estado de direito, defesa da vida e da propriedade privada, direito ao acesso a armas de fogo, etc. Justamente por duvidar da habilidade de políticas públicas inovadoras melhorarem o bem estar da população o conservador é contrário a mudanças bruscas na sociedade. Isso difere o conservador tanto dos socialistas quanto dos anarquistas. O conservador aceita mudanças, mas defende que as mesmas sejam lentas e graduais (dando tempo para que a sociedade se adeque a tais mudanças, ou que volte atrás em sua decisão caso tais mudanças mostrem-se equivocadas). Tal postura implica que o pensamento conservador é dinâmico. Isto é, o conservadorismo de hoje difere do conservadorismo do século passado. Isso ocorre pois o pensamento conservador é reativo (reage a sugestões de mudanças defendendo que as mesmas, caso sejam implementadas, sejam lentas e graduais). Assim, ao contrário dos socialistas e libertários, o pensamento conservador evolui no tempo se adequando as novas realidades (evolui no sentido darwiniano do termo, isto é, se adequa ao novo ambiente).

Uma das vertentes conservadoras é o conservadorismo político. O conservadorismo político pode ser definido por uma regra de bolso: manter o Estado limitado como garantia a nossas liberdades, e defender na arena política (no sentido amplo do termo) os valores conservadores (tradição, família, vida, propriedade, pátria, respeito aos indivíduos, liberdades civis, liberdade de imprensa, etc.).

Dito isso, resta evidente que uma mulher que tira fotos de saias curtas pode ser uma conservadora ou não. Um homossexual pode ser um conservador ou não. Um transexual pode ser um conservador ou não. Não são suas preferências sexuais, sua sexualidade ou o que você veste que te definem como conservador. De maneira similar, uma pessoa que manda foto pelada para o parceiro pode ou não ser conservador. Ou ainda, uma pessoa que manda cartas eróticas (ou faz sexo pelo telefone, ou ainda tenta um sexo virtual numa webcam) pode ou não ser conservadora. Não são suas fantasias privadas, feitos no conforto e no segredo do lar, que te definem como conservador. O que te define como conservador é o apego a um conjunto de regras conservadoras. Regras essas que partem sempre do pressuposto que, dada nossa ignorância e falta de conhecimento sobre a complexidade da sociedade, mudanças no arcabouço institucional devem ser lentas e graduais.

Se você é um conservador e quer ajudar a causa conservadora, pare de ficar reparando no tamanho da saia da vizinha. A beleza do pensamento conservador está justamente no nosso pouco apreço pelo que os outros fazem ou deixam de fazer. Um conservador não está preocupado com a roupa dos outros, pelo contrário, o conservador está interessado em limitar o poder do Estado e, geralmente, impedir que este tente legislar sobre vestimentas ou hábitos privados. A beleza do conservadorismo está justamente no fato de defendermos que cabe a cada um o ônus e o bônus de suas escolhas individuais. A responsabilização do indivíduo por seus próprios atos é uma bandeira conservadora.

O conservador entende acima de tudo que o mundo não é o paraíso na Terra e nem nunca será. O conservador entende que o mundo não é o ideal que queremos, o mundo é o que é. O respeito pela realidade, e um saudável grau de desconfiança em relação a nossas capacidades, são pilares do conservadorismo. O conservador entende e aceita que o ser humano é imperfeito, logo imperfeitas serão também nossas criações. O conservador aceita que o ser humano irá errar (ou pecar se você preferir), mas tais erros não fazem com que ele deixe de ser conservador. A escolha pelo pensamento conservador não é uma escolha pela santidade, somos conservadores e não santos.

Por fim, releia o primeiro parágrafo desse texto. Deixe de ser preguiçoso a vá ler os livros de quem realmente entende do assunto.

 

Adolfo Sachsida

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